Novos tratamentos para câncer de mama são menos agressivos e mais eficazes

Novos tratamentos para câncer de mama são menos agressivos e mais eficazes

Doença maligna que mais afeta mulheres, o câncer de mama é também o tipo mais comum em todo o mundo. Embora a doença já seja uma velha conhecida, os tratamentos estão em constantes mudanças. Com a evolução do diagnóstico, já é possível identificar o tipo específico da célula cancerígena e receitar medicamentos apropriados que são mais eficazes e diminuem os efeitos colaterais das drogas.

Causas do câncer de mama

Segundo o oncologista Carlos Barrios, médico do Hospital Mãe de Deus, de Porto Alegre, RS, as causas do câncer de mama não são específicas, mas alguns fatores podem influenciar no desenvolvimento da doença. “Nós não conseguimos dar a causa certa para um câncer, mas entre as suspeitas estão as alterações hormonais, obesidade, falta de atividades físicas, sedentarismo e predisposição genética”, lista o especialista.

Novos tratamentos para o câncer

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A evolução do tratamento para o câncer de mama tem mostrado resultados satisfatórios. Para o especialista, as melhoras possuem duas causas principais.

A primeira delas está relacionada ao diagnóstico da doença. “Agora e possível identificar os tipos da doença. As pacientes e os tumores não são todos iguais e, por isso, precisam de tratamentos diferentes e específicos. Os medicamentos são dirigidos especificamente para as caraterísticas daquele grupo”, explica o oncologista. Com a identificação do tipo de tumor e o desenho do tratamento, o medicamento ataca diretamente a célula cancerígena com precisão.

Além da personalização do tratamento, outro fator que tem apresentado resultados positivos é a menor toxicidade dos remédios. “Na medida em que identificamos uma alteração específica, levantamos a possibilidade de o tratamento causar menos problemas”, diz o especialista.

Medicamentos que unem duas funções do tratamento também corroboram para a menor agressividade. Segundo Barrios, atualmente é possível receitar um remédio chamado de “anticorpo-droga”. Ele é a junção da quimioterapia com anticorpos da célula cancerígena. O anticorpo fica responsável por achar e entrar na célula doente. Depois, a quimioterapia começa a fazer efeito. Com isso, apenas as partes comprometidas serão afetadas pela medicação.

“Como o remédio estará dentro do anticorpo, ele ‘caminha’ pelo organismo afetando outras áreas. Ele só funciona na célula que precisa ser atingida e isso diminui a toxidade do tratamento, além de aumentar sobrevida e as chances de cura do câncer de mama“, esclarece o oncologista.

Fonte: VIX

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