Infartos poderão ser detectados e prevenidos anos antes de ocorrer graças a descoberta

Infartos poderão ser detectados e prevenidos anos antes de ocorrer graças a descoberta

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), mais pessoas morrem anualmente por essas enfermidades do que por qualquer outra causa.

A maioria das doenças cardiovasculares pode ser prevenida por meio da abordagem de fatores comportamentais de risco, como tabagismo, dietas não saudáveis, obesidade, sedentarismo e abuso de álcool.

E se, independentemente desses fatores, você pudesse prever os riscos de um ataque cardíaco com anos de antecedência? Um estudo aponta que isso pode ser possível.

Biomarcador sLRP1: como funciona?

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Uma pesquisa realizada por cientistas espanhóis do Centro de Pesquisa Biomédica em Rede de Doenças Cardiovasculares (CIBERCV) mostrou que é possível descobrir, por meio de um biomarcador chamado sLRP1, quando uma pessoa tem riscos de sofrer de uma doença coronariana futura, mesmo 10 anos antes de sua ocorrência.

Um biomarcador é uma molécula presente no sangue, tecidos e fluidos, que indica o estado atual do nosso corpo. Dessa maneira, os especialistas avaliam objetivamente a saúde de uma pessoa, identificando se os processos de seu organismo estão se desenvolvendo adequadamente ou se há uma anomalia.

Os pesquisadores da Espanha estavam interessados ​​em descobrir se havia algum biomarcador sanguíneo presente em indivíduos mais propensos a doenças cardiovasculares. Isso, independentemente de qualquer uma das características pessoais de cada paciente, como histórico de diabetes, níveis elevados de colesterol ou tabagismo, por exemplo.

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definida pelo acúmulo de gorduras nas paredes das artérias.

Análises anteriores já haviam demonstrado que o sLRP1 tinha um papel fundamental no aumento dos efeitos dessa doença, então eles se dedicaram a verificar se também poderia revelar quem tem mais probabilidade de sofrer um ataque cardíaco.

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Os cientistas descobriram que a presença desse marcador está relacionada à incidência de doença cardíaca coronária, como infarto do miocárdio.

Segundo um dos autores do trabalho científico, para cada unidade de sLRP1 adicional no sangue do indivíduo, suas chances de ter um problema cardiovascular aumentam em 40%.

A descoberta é considerada importante, já que poderia prever um ataque cardíaco em um indivíduo que nem sequer apresentou qualquer sintomas.

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Fonte: VIX

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