Você Continua Sendo Alguém Mesmo Sendo MÃE

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Todas nós sabemos, ou pelo menos já ouvimos falar, do quanto a maternidade transforma nossas vidas. Depois de mães saímos da cena de protagonista e nos tornamos participantes principais nos cuidados com os filhos, desde o ventre até eles ou nós completarmos uns 100 anos. Ou seja, o ciclo de cuidar e proteger só tem fim quando vamos dessa para uma bem melhor. É fato que eles viram prioridade acima de qualquer circunstância e os serviços domésticos se tornam a assinatura de patrão em nossas carteiras de trabalho; com remuneração de beijos, abraços e vários eu te amo na conta. Na mesma força que somos impactadas por essa nova função também nos descobrimos cheias de culpa e com uma rotina desgastante para ser administrada.

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Por noites sem dormir e um cansaço aterrorizante, eu mesma já olhei para o meu casal de gêmeos ali com seus 3 meses e pensei: “fiz mesmo a coisa certa?”. Aquelas que trabalham fora então, minha nossa! As que estão dentro, acabamos tão domesticadas ao ponto de nos sentirmos um móvel da casa. À vezes noto em mim uma certa resistência até para ir fazer a unha. Já sentiram essa sensação? Mas acontece que, à certa altura, por conta da infinitude materna, passamos a viver sempre cansadas, desmotivadas, estressadas. Queríamos apenas ser mães ora essa, só não contávamos que aquela história “comigo vai ser diferente” ia dar tão errado assim! É claro que não dá para generalizar pois muitas mamães contam com uma rede de apoio. E honestamente, com ou sem ajuda, estamos todas no mesmo barco remando contra birras, choros e desobediências. Por tudo isso, com 3 filhos na bagagem e uma insatisfação (emocional, profissional, espiritual) gigantesca, parei para respirar um pouco e me descobri uma mãe infeliz. São tantos afazeres, cobranças, brigas de irmãos e letras cursivas a serem ensinadas que toda aquela pompa de mulher perfeita foi por água abaixo. E ouvindo outras mulheres percebi que estamos todas falando a mesma coisa umas para as outras. A verdade é que se não estamos bem internamente o que vamos oferecer aos nossos filhos? Buscando algo que me trouxesse descanso e mudança mental passei a olhar toda minha vida por um espelho retrovisor. Sempre fui uma menina falante, contadora de estórias, interessada pelas pessoas e suas motivações, cheia de sonhos, queria conhecer Paris, ser famosa, e…cadê ela? Onde foi que coloquei essa guria?! É…a maternidade têm lá suas indiferenças. Queremos os filhos felizes enquanto estamos tristes, arrumamos eles para um passeio enquanto nós estamos descabeladas, desejamo-lhes saúde enquanto nosso ciátio dói até a alma, sonhamos em vê-los formados e seguimos suportando aquela chefe desmotivante. Nós os amamos tanto e queremos tudo tão perfeito que esquecemos do nosso amor próprio, e que também somos alguém em busca de realizações. Independente do que fizermos, sendo com carinho e dedicação, aos olhos deles, seremos as melhores mães do mundo. E refletindo muito sobre isso, resolvi me aprofundar e praticar um tal de autoconhecimento e estou vendo minha vida dar uns 360 graus daqueles que a gente senta e chora ou respeita pra burro! Algo que me despertou para um aqui e agora e me trouxe uma consciência de “ei, a vida pode ser bem melhor com 3 filhos!”. Sei que muitas vão se identificar e outras nem tanto mas estamos todas visando um único objetivo, de criar nossos filhos transmitindo amor, segurança e felicidade. E querem saber o que eu estou fazendo para me sentir mais realizada? Vem comigo que vou mostrar que além de fraldas e mamadas existe um mundo de infinitas possibilidades esperando por nós e que continuamos sendo alguém mesmo sendo mães! 

“NAVEGAR É PRECISO SENÃO A ROTINA TE CANSA.”

 

 

Estamos conectadas!

NICOLE PAES GÓMEZ DE VARGAS

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