Por que agora é ilegal mulher pagar menos na balada: questão é maior do que parece

A maioria das casas de festa, bares e barzinhos cobram menos pela entrada e consumo de bebidas alcoólicas para mulheres do que para homens. Ou melhor, cobravam: o Ministério da Justiça determinou que os valores diferenciados para clientes segundo o sexo é ilegal e inclusive uma “afronta ao princípio da dignidade da pessoa humana”. Entenda:

Valor mais baixo para mulheres é ilegal

O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, determinou que cobrar preços diferentes para homens e mulheres não deve mais ser feito, sob pena de sanções do Código de Defesa do Consumidor, como multas.

Após a publicação de nota sobre a proibição, o secretário nacional do consumidor, Arthur Rollo, se posicionou ao dizer que “a utilização da mulher como estratégia de marketing é ilegal, vai contra os princípios da dignidade da pessoa humana e da isonomia”.

Os estabelecimentos têm um mês para começar a cumprir a norma. Após esse período, o cliente pode exigir o mesmo valor cobrado às mulheres e a infração pode ser denunciada a órgãos de defesa do consumidor.

O que está por trás da prática: inferiorização da mulher

Essa diferença na balada entre os sexos visa encher o local de mulheres para atrair mais homens. Essa prática comercial abusiva pode parecer inofensiva, mas inferioriza e objetifica as mulheres ao colocá-las indiretamente como mais um item de consumo.

Oferecer drinks de “cortesia” é outra prática comum que, além de servir de chamariz para mulheres, pode causar mudanças de comportamento e torná-las vulneráveis, principalmente sabendo que o consentimento não é tão respeitado quando deveria.

Ou seja, não pagar a taxa de entrada para uma balada ou ganhar uma bebida alcoólica de graça seriam vantagens se fossem aplicadas a ambos os sexos. No entanto, oferecer tal benefício somente às mulheres é uma forma de usá-las como estratégia de marketing, “compensando” a falta de desconto para eles e praticamente comercializando a presença feminina.

 

Fonte: Vix

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